terça-feira, 1 de abril de 2008

Dólar fecha a R$ 1,74; Bovespa sobe 2,56% com avanço de Bolsas dos EUA

01/04/2008 - 16h26

EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

O quadro mais positivo da economia americana permitiu a retração nos preços da moeda americana no mercado de câmbio brasileiro. O governo americano mostrou disposição em reforçar as regras do sistema financeiro, e bancos, que sofreram "na pele" os impactos da crise dos créditos "subprime", demonstraram ter fôlego para levantar recursos e se capitalizar.

O dólar comercial foi vendido a R$ 1,745 nos últimos negócios desta terça-feira, em baixa de 0,45%. A taxa de risco-país marca 272 pontos, em declínio de 2,85%.

Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,910, estável sobre a cotação final de segunda-feira.

Por volta das 16h24, o Ibovespa --principal índice da Bolsa paulista-- valorizava 2,56%, para 62.533 pontos. O giro financeiro era de R$ 5,10 bilhões.

A notícia do dia, que contribuiu para melhorar o tom dos negócios, foi o resultado positivo da operação do banco americano Lehman Brothers, que levantou US$ 4 bilhões vendendo cerca de 4 milhões de ações conversíveis, com o objetivo de aumentar seu capital e sua flexibilidade financeira.

Alguns analistas consideravam o Lehman o "próximo Bears Sterns", em uma referência ao banco vendido ao JP Morgan, devido ao seu envolvimento na crise imobiliária americana.

Profissionais de câmbio mostraram reservas quanto ao "otimismo" dos mercados nesta terça-feira.

"Essa ação do Tesouro americano é de longo prazo e não resolve os problemas da economia americana. O dólar caiu hoje porque as Bolsas valorizaram bem, mas eu vejo ainda o dólar subindo nos próximos dias", comenta Marcos Trabold, da corretora B&T.

Juros futuros

As taxas projetadas para 2009 e 2010 ficaram mais baixas no mercado futuro de juros --que baliza as tesourarias dos bancos-- da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).

Entre os ativos mais negociados, no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada cedeu de 11,38% para 11,36%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada caiu de 13,27% para 13,21%.

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